O dia internacional da mulher, é uma forma de homenagear as mulheres de todo o mundo e eu não podia passar sem falar sobre esse assunto.

 O dia da mulher é uma homenagem às mulheres que lutaram e ainda lutam pela igualdade de direitos.

 É uma mensagem que se pretende transmitir a todo o mundo todo.

Ao longo da história da humanidade, muitas mulheres desejaram, buscaram, lutaram e em muitos casos foram castigadas por desejarem ser iguais ao homem.

Por vezes a mulher foi ouvida, mas infelizmente, muitas vezes foi silenciada.

O dia da mulher é o dia em que as pessoas, de todo o mundo, procuram dedicar um dia do ano ao martírio feminino.

Aquelas mulheres que ao longo da história da humanidade, levantaram as suas vozes num claro desafio à opressão de sociedades e culturas que discriminaram e degradaram a situação da mulher e que são recordadas no dia internacional da mulher.

O direito de votar, o direito de andar nas ruas com o rosto descoberto, o direito de casar com quem quiser, o direito de trabalhar ao lado do homem sem preconceito e o direito de ser aceite como igual.

O dia da mulher é um dia em que recordamos esses direitos. Não apenas para os lembrar aos homens, mas também para que as mulheres não os esqueçam.

Aristófanes escreveu uma comédia em 410 sobre a Lysistrata, a mulher que lutou pelo fim da guerra do Peloponeso com uma greve de sexo.

Nos textos sagrados de Vatsayana, os Sutras de Kama, ou Kama-sutras, o autor apelou à educação das mulheres indianas defendendo que, com uma melhor compreensão das artes e das ciências, as mulheres passariam a compreender melhor os homens, e portanto, os amariam melhor. Não foi para elas se cultivarem, mas para os amarem a eles... Infelizmente, nos poucos momentos da antiguidade em que às mulheres foi permitido o acesso ao mundo das ciências, essas mulheres continuaram objectos do prazer masculino.

Mesmo na Idade Média e no mundo Renascentista, sempre que uma mulher conseguia uma certa igualdade académica, nomeadamente com os homens dentro da igreja, ela foi calada ou condenada.

Apenas no início da revolução francesa é que as vozes femininas começaram a ter impacto na história. Apenas nos últimos 250 anos. Antes disso, as mulheres foram segregadas e discriminadas pela sociedade de tal forma, que para trabalhar nas mesmas funções que os homens, acabou por ser necessário constituir uma sociedade paralela, como no caso de seitas religiosas.

O culto de Ísis, no Egipto, Kybele, na Frígia, Safos da ilha de Lesbos, e o martírio da mais importante matemática-sacerdotisa da história, Hipatia de Alexandria, são óptimos exemplos da igualdade feminina numa sociedade que não a aceitava, pois os cultos às Deusas eram igualmente agressivos com seus sacerdotes (pois tinham que se igualar à deusa antes de se tornarem devotos). A causa sufragista no mundo Moderno começou entre as mulheres da classe operária do século IXX. O mundo cada vez mais industrializado, exigia também uma classe de mulheres operárias que não eram apenas donas de casa, mas trabalhavam nas fábricas.

Muitas mulheres morreram durante esse período.

O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher. Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League, uma associação que tinha como principal objectivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque  reivindicando o mesmo que as operárias de 1857 já tinham exigido, bem como o direito de voto. Caminharam pelas ruas gritando com o slogan Pão e Rosas, em que o pão simbolizava a estabilidade económica e as rosas uma melhor qualidade de vida.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.

Mesmo depois de tudo isto as mulheres continuaram segregadas até o final da primeira guerra mundial e, depois, novamente até ao final da segunda guerra mundial. A indústria tinha falta de homens, pois estavam nos campos de batalha, então as mulheres foram obrigadas a preencher a falta de mão-de-obra que anteriormente era do domínio dos homens. Ao regressar da guerra, os homens e toda a cultura industrializada foi confrontada com a habilidade feminina, e as tradições foram, de certo modo, quebrados.

Hoje, reconhecemos que as mulheres são iguais em tudo, inclusive na habilidade de votar, trabalhar ou mesmo governar um país. Mas não podemos jamais esquecer o que esse reconhecimento custou.

O dia da mulher, é um dia em que essa mensagem de reconhecimento precisa ser recordada e divulgada em mundo todo.

Aliás, a necessidade da existência de um dia internacional da mulher só prova que ainda falta fazer muito para as mulheres se sentirem e estarem em igualdade com os homens.

 

 

 

 

 

O dia da mulher tal como o dia do homem

deveria ser todos os dias.