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Freguesia de Alcochete
 

RESULTADOS ELEITORAIS


 

Personalidades

Homenagem ao Poeta António Rei

 

António Rei nasceu em Alcochete a 16 de Fevereiro de1929.

Em 1946, com 17 anos de idade, ingressou na Escola de Alunos Marinheiros. Concluiu o curso em 1948, iniciando assim a sua carreira naval, que durou 36 anos.

Ao longo da sua carreira foi premiado com várias condecorações e louvores, nomeadamente a Medalha de Ouro que o distinguiu pelo seu comportamento exemplar. Guardou lembranças de muitos e variados países que teve oportunidade de conhecer nos “quatro cantos” do mundo.

Passou à reserva com o posto de Sargento-Ajudante em 1982. Regressou à sua terra natal, Alcochete, onde residiu até ao fim dos seus dias.

Poeta e exímio contador de histórias, António Rei, viu a sua primeira obra “Poemas de um Mareante” ser publicada em 1988. No ano seguinte participa num trabalho colectivo intitulado “Antologia de Poetas Alcochetanos”. Em 1994 nova publicação, esta intitulada “Sabor a Sal”. Em 1995 publica o livro de poemas que intitula “Poesia Alcojetana”. Todas estas publicações foram da responsabilidade da Câmara Municipal de Alcochete. Publica, por último, em conjunto com outros dois poetas alcochetanos, o livro “Versos Conjuntos”.

Pelo Município de Alcochete, António Rei, foi agraciado em vida, com a Medalha de Honra do Concelho e com a Medalha D. Manuel I por ter contribuído, de forma assinalável, para o desenvolvimento cultural da terra que o viu nascer.

Faleceu no dia 13 de Janeiro de 2009.

 

Democracia Verde
 

 
   

Não sou como tu democrata.
Não quero a tua democracia.
Eu não sou a hipocrisia
Da democracia que mata!
Tá-tá-tá-Bum-Tá-tá-tá
Não sou como tu democrata.

Tu és a democracia da guerra,
Da mentira e do engano.
Dos milhões de mortos na terra…
Coreia… Vietname…
Tá-tá-tá-Bum-Tá-tá-tá
E eu não quero a democracia que mata.

Não sou como tu democrata.
A tua democracia não quero.
Mataste D. Óscar Romero,
Padres, freiras, o homem trabalhador.
Assassinaste-os em El-Salvador.
E eu não quero a democracia que mata.
Tá-tá-tá-Bum-Tá-tá-tá

Não sou como tu democrata.
Vives da dor que na terra existe.
Vendes Deus… Mataste Cristo
E D. Carlos, Allende, Luter King,
Aquino, Gandi, Mailoise e tantos.
Tantos, meu Deus, tantos,
Que são dos teus crimes, os meus santos.
Santos da Paz que no meu peito alastra.
Contra a tua hipocrisia,
Não quero a tua democracia.
Não sou como tu democrata.
 

Do Livro

“Poemas de um Mareante”

 

   
 

A Lenda da Moira

 Padre Ferreira

na Palavra e na Acção Cristã
 

  Da casa de terracota
Lá no alto da Barroca
P´los atalhos do luar
Em idade casadoira
Uma bela jovem moira
Ia na praia rezar

Numa nuvem a ondular
À praia, vinda do mar
Uma falua chegou
Um moço, jovem cristão
Corão e Bíblia na mão
A linda moira beijou

Juram por Alá, o Deus
Na terra louvaram céus
Em Cristo por Maomé
No sal da areia salgaram
Dois amores se cruzaram
Num filho cruzado à fé

Diz a lenda da Barroca
Quem passar à hora morta
E na areia se deitar
Ouve mil juras de amor
O perdão do Deus Senhor
Numa falua no ar
  Quando o homem disse não
À salina que o explorava
Logo o clã da exploração
Para o Aljube o mandava.

Do acordo apostólico
A servir o Cristo Deus
Só um bom padre católico
Ergue a voz da terra aos céus.

Vou viver a dor alheia
P’ra saber quem tem razão
Ao pegar na fanga cheia
À canastra disse não.

Com os mal alimentados
Carregou a cruz do sal
Por caminhos salmoirados
D’alguns senhores do mal.

Da prisão da falsidade
O bom padre os libertou
Por pregar só a verdade
A mentira não gostou.

Do Livro

“Antologia de Poetas Alcochetanos” Volume II

 

Do Livro
“Sabor a Sal”

       

Passeio Real de El-Rei D. Manuel I
 

Barrete Verde
Alcochete 1997

 

É pela História contada
Por ser real está selada
E tem do Paço sinete
Numa visita real
Veio El-Rei de Portugal
A visitar Alcochete

Ao saber, pelo alarido
Que vinha um toiro fugido
Tão perto p’la mesma rua
Logo o séquito debandou
Só El-Rei ali ficou
Empunhando a ‘spada nua

Um homem se chega perto
Alcochetano discreto
Rude, simples, aprumado
Barrete verde na mão
Diz a El-Rei D. João
Que o toiro vai ser pegado

Então El-Rei com ternura
Vê tão nobre criatura
Frente ao toiro perfilado
Beijou o real florete

E proclamou Alcochete
A terra mãe do forcado

 

  Campino de vara ao ombro
Por atalhos do luar
Sombra da noite de assombro
Sem tempo para sonhar
Campino de vara ao ombro
Por atalhos do luar
 
Dão mais cor à madrugada
Rosas brancas do sapal
E faróis à caminhada
Na voz de sabor a sal
Dão mais cor à madrugada
Rosas brancas do sapal
 
Jaqueta cinta e barrete
Foi na praça ensolarada
Um forcado de Alcochete
De peito frente à cornada
Jaqueta cinta e barrete
P’la praça ovacionada

Engenho valor e arte
Nesta real tradição
E dela sempre fez parte
O orago São João
E mais a fé se reparte
Na noite da procissão
 

Do Livro

“Poesia Alcotejana”
 

 

Do Livro
“Versos Conjuntos”

 
   
     
 

 
 
Cidadão do mundo e alcochetano de raiz, muito contribuiu para o desenvolvimento cultural desta vila ribeirinha.

A sua obra é essencialmente uma homenagem a Alcochete e aos alcochetanos.

 
 

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